terça-feira, 26 de novembro de 2013


Segue resumo do Capítulo  IV do livro "A Gênese" de Allan Kardec:

Créditos para Joel Matias, do site Luz Espírita.

Capítulo IV

PAPEL DA CIÊNCIA NA GÊNESE

A religião era preponderante na história dos povos antigos, de tal modo que os primeiros livros sagrados continham toda a ciência e as leis civis da época.

Sendo imperfeitos seus meios de observação, também incompletas eram as teorias sobre a criação.

O desenvolvimento das ciências proporcionou ao homem os dados necessários ao surgimento de uma
Gênese positiva e, de certo modo, experimental.

Acompanhou-se a formação gradual dos astros através de leis eternas e imutáveis, que demonstravam a grandeza e sabedoria do Criador.

A
gênese de Moisés, dentre as teorias antigas, é a que mais se aproxima dos dados científicos atuais, levando-se em conta que seu conteúdo original deturpou-se nas traduções de língua para língua, além do fato de os escritos antigos serem feitos de modo alegórico.


O receio de comprometer o conteúdo das crenças contidas na Bíblia, de ferir o princípio da imutabilidade da fé, além da falta de conhecimentos científicos, fez com que o homem permanecesse estacionário em progresso, até que a Ciência viesse a demonstrar os erros da Gênese moisaica tomada ao pé da letra.

Mesmo respeitando-se a Bíblia como sendo revelação divina, deve ser considerado que nenhuma revelação pode sobrepor-se à autoridade dos fatos, de modo que, diante das flagrantes
contradições entre as descobertas científicas e os Textos Sagrados, conclui-se que foram as revelações mal interpretadas.

A Ciência segue seu caminho em busca da verdade e as religiões não podem permanecer estacion
árias."Uma religião que não estivesse, por nenhum ponto, em contradição com as leis da Natureza, nada teria que temer do progresso e seria invulnerável".

A
Gênese se divide em duas partes:

1.
A história da formação do mundo material;
2.
A história da Humanidade e seu princípio corporal e espiritual.

A Ciência tem estudado a primeira parte, completando a
Gênese de Moisés, deixando à Filosofia o estudo da segunda, a qual chegou a conclusões contraditórias, o que levou muitas pessoas a seguir a religião convencional.Todas as religiões pregam a existência da alma.

Quanto à sua origem, passado e futuro, impõem os dogmas que pressupõem a fé cega levando a muitos
a dúvida e a incredulidade;A incerteza quanto ao futuro leva o homem à predominância do interesse às coisas da vida material.

O mecanismo do Universo e a formação da Terra só foram entendidos quando se conheceu as leis que regem a matéria.

Por desconhecer as leis que regem o princípio espiritual, permanece a Metafísica no campo das teorias e especulação.

A Mediunidade foi para o mundo espiritual o que o telescópio representou para a Astronomia, permitindo ao Espiritismo experimental o estudo das relações entre o ser material e o ser inteligente, o que permitiu seguir-se a alma em sua marcha ascendente, suas migrações e transformações.

Era o instrumento que faltava aos comentadores da
Gênese para a compreenderem e lhe retificarem os erros.

Sendo solidários os dois mundos, somente o conhecimento de suas leis permitiu a constituição de uma
Gênese completa, embora aproximativa.

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